Eu sempre fui fascinada por parcerias que rompem fronteiras — quando a moda e a tecnologia se encontram, algo mágico pode acontecer. E o iPhone Pocket, resultado da união entre a Apple e a Maison Issey Miyake, é exatamente isso: uma peça que redefine como usamos o celular, trazendo o device para o universo fashion com elegância e propósito.
O ponto de partida é uma homenagem sutil e profunda: Steve Jobs, ícone da Apple, era fã das golas rolê pretas de Miyake. Nunca houve uma colaboração oficial até agora, e esse encontro parecia — como muitos dizem — “conectar os pontos”: moda minimalista, inovação japonesa e design industrial.
O iPhone Pocket é construído em um tecido tricotado 3D, com as pregas características da linha Pleats Please de Miyake. Isso não só confere um visual sofisticado e estruturado, mas também uma flexibilidade para acomodar o iPhone (de modelos diferentes) e pequenos objetos como AirPods ou um batom.
Para mim, o verdadeiro charme está nas duas versões de comprimento: uma alça curta para usar no pulso — quase como uma pulseira — e outra longa para usar cruzada, no estilo bandoleira. E as cores? Um mix de tons vibrantes (laranja tangerina, azul pavão) e neutros mais discretos, permitindo que o acessório dialogue com diferentes estilos.
Gosto especialmente da forma como a embalagem foi pensada: inspirada nos saquinhos de papel de arroz usados nas festas infantis japonesas — uma maneira delicada e lúdica de revelar o produto, como se fosse um presente cheio de significado. Esse detalhe me lembra que a moda não está só no objeto em si, mas também na experiência de descobri-lo.
Claro, há vozes críticas. Alguns já comentaram que se parece com uma “meia” de iPod — e ressaltaram o preço salgado (US$ 149,95 para a versão curta; US$ 229,95 para a longa). É uma peça de nicho, sem dúvida, mas para mim ela representa algo maior: não é só um estojo ou estojo de moda, é uma declaração de estilo sobre como incorporamos tecnologia no nosso visual quotidiano.
No fim das contas, vejo o iPhone Pocket como um “wearable” que transcende a funcionalidade: é atitude. Ele me lembra que a moda pode transformar até o mais banal — um celular — em um acessório de expressão pessoal. Se eu tivesse que resumir em uma frase: a Apple colocou o iPhone para “vestir” e a Miyake fez isso com poesia.






