O Paraná passou a sediar a primeira fábrica do Brasil voltada à produção de uma tecnologia inovadora para controle microbiológico no agronegócio. Instalada em Toledo, no Oeste do Estado, a fábrica SteriClean Paraná, opera dentro do Biopark e marca a chegada de soluções como o SteriClean e o SteriCerto, que utilizam água com propriedades modificadas como alternativa aos defensivos químicos e desinfetantes tradicionais.
O investimento inicial da fábrica SteriClean Paraná é de cerca de R$ 10 milhões e integra uma estratégia de inovação voltada à sustentabilidade no campo. A proposta é substituir, ao menos parcialmente, o uso de produtos químicos convencionais por soluções menos agressivas ao meio ambiente, mantendo a eficácia no combate a pragas, fungos e bactérias.
O SteriClean, já testado em diferentes regiões do país entre 2023 e 2025, atua por meio de um processo que altera propriedades da água, conferindo ação oxidativa capaz de eliminar microrganismos prejudiciais às plantações. A tecnologia não deixa resíduos tóxicos no solo nem nos alimentos, o que a torna atrativa para produtores que buscam práticas mais sustentáveis ou certificações no segmento orgânico.
Além do uso agrícola, a inovação SteriClean Paraná também avança para outras frentes com o desenvolvimento do SteriClean, uma solução aquosa com molécula modificada voltada ao controle de micro-organismos em diferentes ambientes. O produto foi projetado para aplicação em superfícies, equipamentos, água e cadeias produtivas agroindustriais, ampliando os padrões de biossegurança.
A proposta do SteriCerto é reduzir a contaminação microbiológica em processos produtivos, fator diretamente ligado à qualidade sanitária e à produtividade. O diferencial está no perfil menos tóxico em comparação aos desinfetantes tradicionais, frequentemente associados à geração de resíduos químicos e impactos ambientais negativos.
Com isso, a tecnologia surge como alternativa para setores sensíveis, como a indústria de alimentos, onde a segurança sanitária é essencial. A redução do uso de agentes químicos agressivos também contribui para minimizar riscos ocupacionais e impactos à saúde humana e animal.
A implantação da fábrica em Toledo não se limita à produção. A unidade também deve atuar na transferência de tecnologia e no desenvolvimento de aplicações adaptadas às condições brasileiras. O projeto envolve cooperação internacional, com tecnologia de origem europeia, e conta com apoio de instituições como o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Outro ponto estratégico é a integração com o ecossistema do Biopark, que reúne empresas, universidades e centros de pesquisa. Esse ambiente favorece o desenvolvimento contínuo de novas soluções e fortalece o Paraná como polo de inovação no agronegócio.
Além disso, a iniciativa prevê a geração de empregos qualificados e o fortalecimento das áreas de pesquisa e desenvolvimento no país. A expectativa é que o projeto impulsione a economia regional e atraia novos investimentos para o setor tecnológico e agroindustrial.
Paralelamente à implantação industrial, estudos já estão em andamento para ampliar o uso da tecnologia na produção animal. As pesquisas envolvem aplicações em pecuária, avicultura, suinocultura e bovinocultura, com foco na melhoria das condições sanitárias e na redução da carga microbiológica nos ambientes produtivos.
A expectativa é que essas soluções contribuam diretamente para a saúde dos rebanhos e para a qualidade dos alimentos de origem animal, além de reforçar práticas mais sustentáveis na cadeia produtiva.
Apesar do potencial, especialistas destacam que a adoção em larga escala ainda depende de validações contínuas e adaptação às diferentes realidades do campo. Ainda assim, o avanço dessas tecnologias aponta para uma transformação gradual no setor, com maior foco em sustentabilidade, eficiência e segurança.
Combinando inovação tecnológica, viabilidade econômica e menor impacto ambiental, o projeto liderado pela fábrica instalada no Paraná representa um passo importante rumo a novos modelos de controle microbiológico. A tendência é que soluções como SteriClean ganhe espaço e ajude a redefinir padrões sanitários no agronegócio brasileiro.






