A recente queda de 29% no preço do diesel desde 2022 trouxe alívio ao setor de transporte rodoviário. O combustível, essencial para manter frotas em circulação, passou de R$ 4,49 para R$ 3,55 nas refinarias, com reflexo de R$ 3,05 no preço médio do diesel B vendido nos postos. Apesar do impacto positivo, especialistas alertam que o benefício pode não chegar integralmente às transportadoras se não houver gestão eficiente.
Para Paulo Raymundi, CEO da Gestran, a simples redução do valor por litro não garante economia real. Sem controle, até 30% do combustível pode ser desperdiçado em irregularidades como consumo acima da média, falhas mecânicas, hábitos de direção ineficientes e até fraudes em abastecimentos. “O preço pode cair, mas se o gestor não enxergar para onde o diesel está indo, o alívio desaparece rapidamente”, explica.
O uso de sistemas de monitoramento em tempo real permite identificar desvios e criar parâmetros para consumo. Ao acompanhar o desempenho de cada veículo, o gestor consegue agir antes que pequenos problemas se transformem em grandes prejuízos. Além disso, os dados servem de base para negociações mais vantajosas, ajudando as empresas a comprar em melhores condições e evitar combustível de baixa qualidade.
Outro benefício da tecnologia é o controle estratégico dos pontos de abastecimento. Com aplicativos integrados, é possível cadastrar postos confiáveis e autorizados, garantindo segurança, previsibilidade e evitando que motoristas abasteçam em locais sem garantia de qualidade. Esse cuidado protege a frota e reduz riscos de danos mecânicos que poderiam comprometer toda a operação.
A automação também fortalece a transparência. Processos digitais tornam as auditorias mais precisas, eliminam erros manuais e aumentam a confiança de gestores e investidores. Com relatórios claros e acessíveis, a gestão de combustível deixa de ser apenas um custo operacional e passa a ser um diferencial competitivo para as transportadoras.
Na avaliação de Raymundi, a tecnologia se tornou peça-chave na sustentabilidade do setor. “Gestão inteligente transforma o diesel em resultados reais. É isso que garante eficiência por quilômetro rodado, preserva veículos e prepara empresas para enfrentar oscilações de mercado”, conclui.






