O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizou, na tarde de ontem, uma reunião para ouvir testemunhas em um processo que investiga o deputado estadual Renato Freitas (PT) por possível quebra de decoro parlamentar. O caso está relacionado a uma confusão registrada em fevereiro de 2025, durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A denúncia, apresentada pelo deputado Tito Barichello (União), aponta que Freitas teria ofendido o deputado Márcio Pacheco (PP) e o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz durante a sessão. Segundo o documento, o parlamentar teria chamado Pacheco de “coronelzinho de meia pataca” e o assessor de “idiota”. Além disso, o deputado é acusado de ter empurrado o assessor após o encerramento da reunião, no saguão do Legislativo.
A defesa de Renato Freitas afirma que o deputado foi alvo de deboche enquanto realizava a leitura do voto durante a sessão. De acordo com o advogado Edson Vieira Abdala, Freitas apenas afastou o assessor após se sentir desrespeitado. A defesa também destacou que a postura do servidor teria sido inadequada dentro do ambiente legislativo.
Durante o depoimento, o assessor Kenny Niedzwiedz negou que tenha feito provocações ou risadas direcionadas ao deputado. Ele afirmou que estava utilizando o celular no momento da sessão e que tentou conversar com Freitas após o término da reunião para esclarecer a situação. Segundo ele, foi nesse momento que ocorreu o empurrão. O assessor também relatou que teve dados pessoais divulgados nas redes sociais do parlamentar.
Policiais do Gabinete Militar da Alep também foram ouvidos como testemunhas. Eles relataram que atuaram para conter o tumulto e organizar o local após a confusão. No entanto, afirmaram que não presenciaram o momento em que teria ocorrido a agressão nem as discussões registradas durante a sessão.
Além deste caso, o Conselho de Ética analisa outro processo contra Renato Freitas, relacionado a um protesto realizado em um supermercado de Curitiba. A denúncia aponta que o deputado e apoiadores teriam causado tumulto e atrapalhado o funcionamento do estabelecimento. Ao todo, sete processos contra o parlamentar estão em andamento no colegiado.






