Chappell Roan chamou atenção no Corona Capital 2025 com uma das suas apresentações mais visuais até hoje — e não foi apenas pela voz, mas pelo figurino extraordinário. Em uma matéria da Vogue, ela revela como ela e sua diretora criativa, Genesis Webb, se inspiraram na figura mítica da banshee — uma presença folclórica que anuncia morte — para compor o visual para o palco.
O figurino assinado pela Maison Alexander McQueen traz contrastes fortes: tons branco-creme ornamentados, rendas estraçadas, pérolas, e um véu floral que complementam a estética assustadora e delicada ao mesmo tempo. Webb explica que queria que, peça a peça, o look parecesse “inocente”, mas, no conjunto, remetesse a algo sombrio e perturbador.

Um dos elementos mais marcantes é a máscara de malla desenhada por McQueen, que Chappell Roan usou durante a performance. Ela conta à Vogue que a máscara é também uma homenagem à Lady Gaga, especialmente ao vídeo de “Bad Romance”. Já Genesis Webb fala com entusiasmo sobre os “dentes vermelhos”: “Não me canso do contraste entre os brancos intensos e seus dentes vermelhos quando ela grita no microfone.”
A inspiração para o figurino vem de várias coleções de Lee McQueen: “The Widows of Culloden” (outono 2006), “Sarabande” (primavera 2007) e “Irere” (primavera 2003), além da coleção primavera de 2025 da Maison sob Seán McGirr. Esses pontos de referência são combinados para transmitir uma sensação poderosa de vulnerabilidade.

Chappell Roan também revelou que estava nervosa para desfilar aquele véu no palco: em suas próprias palavras, enquanto descia as escadas para entrar no palco, pensava: “Deus, por favor, não deixe eu cair.” E não foi apenas ela — Webb compartilha que teve um momento de pânico antes do show, quando manchou o figurino com café durante os preparativos, algo que, para ela, “McQueen provavelmente teria achado emocionante.”
No palco, sob essa imagem de banshee teatral, ela se conecta com seu público de maneira intensa. A cantora admitiu que ficou insegura se os fãs iriam “vibrar” com seu estilo pop em um festival tão voltado ao rock, mas, segundo ela, a receptividade foi “incrível” e a performance se tornou uma experiência autêntica e poderosa.
Essa fusão de moda, terror suave e teatralidade confirma mais uma vez porque Chappell Roan é tão singular — ela não apenas canta uma canção, ela encena uma personagem, e faz disso parte de sua arte.






