A trajetória de um estudante da rede estadual tem chamado atenção pelo desempenho no parabadminton Paraná, modalidade em que ele conquistou mais uma medalha de ouro nos Jogos Paradesportivos do Estado. O resultado reforça não apenas o talento do jovem atleta, mas também a importância do esporte como ferramenta de inclusão e transformação social.
Com apenas 17 anos, o estudante Elton Nogueira, matriculado em um colégio estadual de Curitiba, alcançou o bicampeonato consecutivo na competição de parabadminton Paraná. A conquista ocorreu durante a primeira etapa dos Jogos Paradesportivos do Paraná, realizada entre os dias 26 e 29 de março, em Foz do Iguaçu.O evento reuniu centenas de participantes de diferentes regiões, consolidando-se como uma das principais competições voltadas a atletas com deficiência no estado.
O desempenho do jovem na categoria SH6 do parabadminton Paraná, voltada a atletas com baixa estatura, reforça sua consistência nas quadras. Invicto nas últimas edições do torneio, ele destaca que o resultado é fruto de dedicação contínua, treinos intensos e preparação física e psicológica. Mais do que uma medalha, o título representa o reconhecimento de um processo construído ao longo do tempo.
A relação com o esporte, no entanto, começou de forma despretensiosa. Após um período de sedentarismo durante a pandemia, o estudante foi incentivado pela família a buscar uma atividade física, o parabadminton Paraná. O primeiro contato com o parabadminton aconteceu em um centro esportivo de Curitiba, onde rapidamente se identificou com a modalidade. Pouco tempo depois, já participava de competições e conquistou seus primeiros resultados.
Antes de encontrar espaço no parabadminton Paraná, o jovem relata dificuldades em outras modalidades esportivas. Segundo ele, limitações físicas frequentemente resultam em exclusão em esportes coletivos tradicionais. Foi justamente nesse contexto que o parabadminton surgiu como uma alternativa inclusiva, permitindo não apenas a prática esportiva, mas também o desenvolvimento da autoestima e da convivência social.
Atualmente, o atleta integra um clube da capital paranaense e mantém uma rotina intensa de treinos. Após o período escolar, ele se dedica às atividades esportivas em centros de referência e espaços especializados. Além disso, inclui na preparação acompanhamento fisioterapêutico e suporte psicológico, fundamentais para o alto rendimento.
Mesmo com a rotina exigente, o estudante destaca a importância de manter o equilíbrio entre estudo e esporte. Ele afirma que a formação acadêmica segue como prioridade e que o desempenho escolar caminha lado a lado com os objetivos esportivos. O sonho de ingressar no ensino superior, especialmente no curso de Direito, faz parte de seus planos para o futuro.
A conquista também mobiliza a comunidade escolar, que acompanha e incentiva o atleta. Para a direção da escola, o exemplo do estudante reforça a relevância de práticas inclusivas no ambiente educacional. A presença de iniciativas que valorizam a diversidade e incentivam o desenvolvimento individual contribui para a formação de alunos mais autônomos e confiantes.
Além do aspecto competitivo, o jovem utiliza sua experiência como forma de incentivar outras pessoas com deficiência a ingressarem no esporte. Ele defende que a prática esportiva pode abrir caminhos, ampliar oportunidades e fortalecer a autoestima. A mensagem é clara: independentemente das dificuldades, é possível construir uma trajetória de conquistas.
O próximo desafio já está definido. O atleta se prepara para disputar o Circuito Nacional de Badminton, que será realizado em São Paulo. A competição representa uma nova etapa na carreira e pode abrir portas para participações em eventos de nível internacional, objetivo declarado pelo estudante.
Os Jogos Paradesportivos do Paraná, por sua vez, seguem como vitrine para novos talentos. A edição de 2026 foi dividida em etapas e reuniu mais de 800 participantes em diferentes modalidades, incluindo badminton, ciclismo, goalball e voleibol sentado.
O crescimento do paradesporto no estado reflete políticas públicas voltadas à inclusão e ao incentivo à prática esportiva. Programas de formação e competições regionais têm ampliado o acesso e permitido que jovens atletas descubram novas possibilidades dentro do esporte.
A história do estudante paranaense evidencia como o esporte pode ir além da competição. Ao transformar desafios em conquistas, ele se torna referência não apenas dentro das quadras, mas também como símbolo de superação e inclusão.






