Foi votada e aprovada nesta quinta-feira (11) a reforma trabalhista proposta pelo presidente da Argentina, Javier Milei. O Senado da Argentina aprovou com 42 votos a favor e 30 contrários, o projeto, que é considerado uma das principais medidas da agenda econômica do governo. A decisão trouxe a revolta de populares que protestaram após resultado da votação.
Agora, a proposta segue para análise da Câmara dos Deputados, que ainda pode fazer mudanças.
Sobre a reforma
Com a reforma, a previsão é a flexibilização de contratos de trabalho, redução no valor de indenização e maior facilidade para demissões. Outros pontos da reforma, que inclusive trazem preocupação aos trabalhadores do país, é a diminuir custos com ações na Justiça.
O governo argentino afirma que as mudanças são necessárias para estimular a formalização do emprego. Atualmente, cerca de 40% dos trabalhadores do país atuam na informalidade.
Já a oposição e sindicatos criticam a proposta. Eles argumentam que a reforma não vai gerar empregos em um cenário de estagnação econômica, queda do consumo e recuo da produção industrial. Parte dos sindicatos, como o dos trabalhadores do setor de óleo (Aceiteros), defende a realização de greve.
A votação ocorreu em meio a protestos em Buenos Aires. Na quarta-feira (11), manifestantes e policiais entraram em confronto nas proximidades do Congresso. Segundo a imprensa local, pelo menos quatro agentes de segurança ficaram feridos e duas pessoas foram presas.
De acordo com o jornal Clarín, as tensões começaram quando policiais tentaram retirar bandeiras de grupos de esquerda. Os agentes utilizaram spray de pimenta, enquanto manifestantes atiraram pedras e outros objetos. A polícia também usou balas de borracha e um caminhão com canhão d’água.
Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, o país tem adotado medidas de redução do Estado e abertura econômica. Segundo dados citados pela imprensa argentina, cerca de 300 mil empregos formais foram perdidos no período, com impacto na construção civil, na indústria e nas economias regionais.






