As autoridades da Suíça investigam as causas do incêndio que deixou ao menos 40 mortos e mais de 100 feridos durante uma festa de Ano Novo em um bar na estação de esqui de Crans-Montana. A principal hipótese é que o fogo tenha começado após velas de faísca, usadas em garrafas de champanhe, entrarem em contato com o teto do estabelecimento.
Segundo a procuradora-geral do cantão de Valais, Beatrice Pilloud, as velas foram erguidas muito perto do teto, que possuía material altamente inflamável. Após o contato, as chamas se espalharam rapidamente pelo bar Le Constellation. Vídeos do momento do incêndio estão sendo analisados e testemunhas foram ouvidas.
Sobreviventes relataram que funcionárias teriam colocado velas semelhantes às de aniversário nas garrafas. Uma delas teria sido levantada em direção ao teto pouco antes do início do fogo. Os dois gerentes do bar e pessoas que conseguiram escapar do local já prestaram depoimento.
Entre os feridos, há vítimas de diversas nacionalidades, incluindo suíços, franceses, italianos, sérvios, portugueses e outros europeus. Parte dos feridos está em estado grave. As autoridades ainda trabalham para identificar todas as vítimas fatais.
Uma das mortes confirmadas é a de Emanuele Galeppini, de 16 anos, atleta italiano, homenageado pela Federação Italiana de Golfe. O caso gerou comoção na região, e moradores e familiares participaram de uma missa em memória das vítimas.
A polícia segue investigando as responsabilidades pelo incêndio, enquanto a tragédia reacende o alerta sobre o uso de artefatos com fogo em ambientes fechados, especialmente em locais com grande concentração de pessoas.






