Um momento decisivo está prestes a acontecer na Câmara de Curitiba na próxima segunda-feira (18). Os vereadores da casa irão votar e decidir se a vereadora Professora Angela (PSOL) deve ou não perder o mandato. A vereadora é acusd de fazer apologia ao uso de drogas durante uma audiência pública na própria Câmara, quando distribuiu uma cartilha de redução de danos. Nela estavam orientações para pessoas que já usam susbtâncias como maconha, cocaína e ecstasy. Porém, a vereadora á afirmou que a finalidade da cartilha seja o incentivo as drogas, mas sim, informar sobre formas mais seguras de consumo para evitar riscos à saúde.
Para que o mandato da vereadora seja vetado é necessário 26 votos dos 38 vereadores.
Um fato que pode ajudar na decisão é que a maior parte da Câmara de Curitiba é formada por parlamentares de direita e extrema-direita, já a esquerda tem poucos números, sendo um delas a própria Angela. Por isso o cenário é considerado difícil para a vereadora.
Mesmo assim, alguns vereadores de direita apontados como mais moderados estariam tentando negociar uma punição mais leve, como suspensão temporária. O Regimento Interno permite diferentes tipos de pena, desde advertência até a cassação definitiva. A recomendação inicial da comissão processante, formada por três vereadores, porém, foi pela perda do mandato.
O caso ganhou força por causa do clima de tensão na Câmara, marcada por brigas entre grupos políticos opostos. Angela e o relator do processo, vereador Olímpio Araújo Júnior (PL), já trocaram acusações. Ele chegou a chamar a organização feminista ligada à vereadora de “terrorista” e disse que o PSOL seria “partido de traficantes”. Angela também já acionou a Corregedoria contra essas declarações, mas o caso está parado.
Angela ficou conhecida nacionalmente em 2015, quando se ajoelhou em frente ao Batalhão de Choque durante o ataque da Polícia Militar a professores, no episódio que ficou marcado como o “29 de Abril”. As fotos dela no momento se tornaram símbolo da resistência dos profissionais da educação.
Se o plenário decidir pela cassação, a defesa da vereadora já avisou que vai acionar a Justiça. O advogado Guilherme Gonçalves, que representa Angela, foi o mesmo responsável por reverter, no Judiciário, a cassação do mandato do ex-vereador Renato Freitas (PT) em 2022.






