O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) liberou nesta sexta-feira (30) milhões de páginas relacionadas à investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto na prisão em 2019. Em carta ao Congresso, o órgão explicou como os documentos foram revisados e o que acabou sendo retirado antes da divulgação pública.
Entre os arquivos, o DOJ apresentou uma lista de possíveis co-conspiradores, mas parte das pessoas que integravam o círculo próximo de Epstein não aparece nos documentos divulgados. A liberação faz parte de um novo esforço de transparência sobre o caso, que envolve figuras públicas e autoridades internacionais.
Os documentos revelam que o atual Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, trocou e-mails com Epstein em 2011 e 2012, por meio de intermediários. As mensagens foram enviadas anos depois de Lutnick ter afirmado que nunca mais teria contato com Epstein.
Os arquivos também indicam que o ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, e sua esposa se hospedaram diversas vezes em um apartamento de Epstein em Nova York. Outro ponto citado é a troca de e-mails entre Epstein e Kathy Ruemmler, ex-assessora jurídica de Barack Obama e atual advogada-chefe do Goldman Sachs, em 2014.
Sobre o presidente Donald Trump, os documentos citam denúncias e alegações não verificadas reunidas pelo FBI, incluindo um formulário com uma acusação antiga que já foi retirada da Justiça. Trump nega qualquer envolvimento com crimes ligados a Epstein e nunca foi acusado formalmente no caso.
O novo lote de arquivos também inclui fotos e e-mails envolvendo o príncipe Andrew, irmão do rei Charles 3º, além de imagens de mulheres não identificadas e imóveis de luxo. As autoridades americanas não detalharam o contexto das imagens, que integram mais de 3 milhões de novos documentos agora tornados públicos.





