A Polícia Federal prendeu na noite de segunda-feira (17) Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Aeroporto de Guarulhos. Segundo os investigadores, ele tentava deixar o país em um avião particular com destino ao exterior. A prisão fez parte da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.
De acordo com a PF, o banco emitia CDBs falsos, oferecendo ganhos muito acima do mercado — até 40% mais do que a taxa básica. Esse retorno era inviável e fez parte de um esquema que pode ter movimentado R$ 12 bilhões. Outros quatro diretores do banco também foram presos, e no total foram cumpridos mandados em cinco estados e no Distrito Federal.
A prisão de Vorcaro foi antecipada porque ele teria tentado fugir após a divulgação da venda do Master. Investigadores afirmam que ele deixou o banco de helicóptero e seguiu direto para o terminal da aviação executiva em Guarulhos, onde embarcaria para Malta ou Dubai, dependendo da versão apurada pelos policiais.
A operação também atingiu outros nomes do setor financeiro. O sócio de Vorcaro, Augusto Lima, foi preso, e o presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo após mandado de busca e apreensão. Três diretores do banco também foram afastados por decisão judicial.
As investigações começaram em 2024, a pedido do Ministério Público Federal, devido à suspeita de que títulos de crédito sem lastro estavam sendo fabricados e vendidos a outras instituições. Após fiscalização do Banco Central, os ativos teriam sido substituídos sem avaliação adequada, o que levou às ações da PF e à liquidação do Banco Master anunciada pelo Banco Central.






