O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente durante sua primeira audiência em um tribunal federal de Nova York, nesta segunda-feira (5). Ao juiz Alvin Hellerstein, ele afirmou que é um homem decente, que continua sendo o presidente do país e que foi sequestrado em sua casa, em Caracas, no dia 3 de janeiro. O magistrado interrompeu a fala e disse que haveria outro momento para esse tipo de declaração.
Maduro também disse que se considera um “prisioneiro de guerra”. Ele chegou ao tribunal algemado, usando uniforme prisional, acompanhado da esposa, Cilia Flores, que também se declarou inocente. Ambos são acusados pelos Estados Unidos de envolvimento com tráfico de drogas e outros crimes, acusações que negam. A audiência durou cerca de 40 minutos.
Do lado venezuelano, autoridades afirmam que Maduro segue sendo o único presidente legítimo do país. Já os Estados Unidos dizem que a prisão foi uma operação policial, não um ato de guerra. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o país combate organizações de narcotráfico, e não a Venezuela.
O presidente dos EUA, Donald Trump, no entanto, fez declarações mais duras e disse que os Estados Unidos poderiam governar a Venezuela até que houvesse uma transição de poder. Ele também ameaçou novos ataques caso o governo venezuelano não coopere com Washington.
Enquanto Maduro segue preso em Nova York, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela, com apoio da Suprema Corte e das Forças Armadas. A próxima audiência do caso está marcada para o dia 17 de março.






