A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital abriu, nesta segunda-feira (9), uma sindicância para apurar a superlotação registrada em megablocos de Carnaval no domingo (8), em São Paulo. A investigação foi aberta de ofício e será conduzida pela promotora Camila Mansur.
Além disso, parlamentares da oposição apresentaram uma representação contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Segundo o documento, a prefeitura autorizou de forma consciente a realização de dois megablocos no mesmo local e horário, na Rua da Consolação, mesmo após alertas sobre os riscos à segurança.
De acordo com as parlamentares, um dos eventos era patrocinado pela empresa vencedora do edital do Carnaval e contou com atração internacional. O outro era um bloco tradicional da cidade, conhecido por reunir mais de um milhão de pessoas. Para elas, a decisão contrariou a lógica de segurança e de organização do espaço urbano.
Durante o pré-Carnaval, foliões relataram nas redes sociais cenas de confusão, empurra-empurra, pessoas passando mal e dificuldade para circular pela região. Imagens feitas por drone da Polícia Militar mostram uma multidão ocupando vários quarteirões da Rua da Consolação.
Na manhã desta segunda-feira (9), o entorno da via amanheceu com sinais do tumulto. Um ponto de ônibus foi quebrado e as grades do prédio da Escola Paulista de Magistratura ficaram destruídas.
Apesar disso, a Prefeitura, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e os organizadores dos blocos informaram que não houve registro de ocorrências graves. Nenhum dos órgãos divulgou estimativa oficial de público.
Em nota, a Prefeitura afirmou que, diante do grande número de foliões, acionou um plano de contingência. Entre as medidas adotadas estão a liberação de vias de acesso como áreas de escape, retirada de gradis para facilitar a circulação, abertura de ruas transversais para saída do público e bloqueio da entrada de novos foliões a partir das 14h55.
Mesmo com os problemas registrados, o prefeito Ricardo Nunes classificou o primeiro fim de semana de Carnaval na capital como um “sucesso”.






