Com 17 anos, um adolescente atropelado em canaleta do transporte coletivo na canaleta exclusiva em Curitiba. O acidente ocorreu na manhã de quinta-feira (09/04), na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no bairro Boqueirão, e mobilizou equipes de resgate e autoridades locais.
Segundo informações preliminares, o jovem atravessava a canaleta — espaço destinado exclusivamente à circulação de ônibus — quando foi atingido por um coletivo que trafegava pela via. O impacto foi violento e não deu tempo para reação.
Testemunhas relataram que o adolescente havia acabado de sair da escola acompanhado de colegas. Ele aguardava a passagem de um ônibus em um dos sentidos, mas acabou sendo surpreendido por outro veículo que vinha pela canaleta no sentido oposto.
Com a colisão, o estudante foi arremessado e sofreu ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Siate foram acionadas imediatamente e iniciaram manobras de reanimação ainda no local, mas o jovem não resistiu. A ocorrência gerou forte comoção entre pessoas que estavam na região. Amigos da vítima presenciaram o atropelamento e acompanharam o atendimento de emergência, enquanto outros estudantes que passavam pelo local também se depararam com a cena.
A mãe do adolescente chegou pouco depois ao local do acidente e precisou de atendimento médico após receber a notícia da morte do filho. Ela foi amparada por equipes de resgate e por pessoas que estavam próximas à canaleta. O atropelamento ocorreu em um dos principais corredores de transporte público da capital paranaense, onde circulam ônibus em alta velocidade ao longo do dia.
A Urbanização de Curitiba (Urbs) confirmou o caso e informou que acompanha a situação, prestando apoio à família da vítima. Além do impacto imediato, o caso reacende o debate sobre segurança nas canaletas exclusivas de ônibus, comuns em Curitiba. Esses espaços são projetados para garantir fluidez ao transporte coletivo, mas exigem atenção redobrada de pedestres, especialmente em áreas de grande circulação, como proximidades de escolas e cursinhos.
Especialistas apontam que a travessia fora dos pontos indicados aumenta significativamente o risco de acidentes, já que os ônibus operam com prioridade e não costumam reduzir a velocidade nesses trechos. Em horários de pico, o fluxo intenso torna ainda mais perigosa qualquer tentativa de cruzar a via sem o devido cuidado.
As circunstâncias do acidente do adolescente atropelado em canaleta devem ser investigadas pelas autoridades para esclarecer responsabilidades e eventuais falhas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre outros fatores que possam ter contribuído para o atropelamento.
O caso reforça a necessidade de campanhas educativas e melhorias na sinalização e fiscalização em corredores exclusivos de transporte público. Em uma cidade conhecida pelo modelo de mobilidade urbana, episódios como esse evidenciam desafios persistentes na convivência entre pedestres e sistemas de transporte de alta capacidade.
Enquanto a investigação do adolescente atropelado em canaleta avança, familiares, amigos e colegas de escola lamentam a morte precoce do adolescente, em um episódio que expõe, mais uma vez, os riscos presentes no cotidiano urbano e a importância da atenção em áreas de tráfego intenso.






