A obra da nova ligação Mandirituba São José dos Pinhais ultrapassou 65% de execução, consolidando-se como uma das principais intervenções de infraestrutura viária em andamento na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O projeto avança dentro do cronograma e deve ser concluído em 2026.
A estrada terá cerca de 26 quilômetros de extensão e vai conectar diretamente duas importantes rodovias federais: a BR-116 e a BR-376. A ligação cria um novo corredor logístico no Sul da RMC, facilitando o transporte de cargas e o deslocamento entre municípios da região.
Com investimento aproximado de R$ 96,8 milhões por parte do Governo do Paraná, a obra utiliza pavimentação em concreto — tecnologia que garante maior durabilidade e menor custo de manutenção ao longo do tempo.
O avanço da execução reflete o andamento simultâneo de diversas frentes de trabalho ao longo do traçado. Nos trechos já mais adiantados, a pavimentação rígida em concreto está em estágio avançado, enquanto outras áreas seguem em fases de terraplenagem, drenagem e preparação do solo.
Além da pavimentação, o projeto inclui melhorias estruturais importantes, como sistemas de drenagem, sinalização viária, iluminação pública e a construção de uma ciclovia com cerca de 2,5 metros de largura. Essas intervenções ampliam a segurança e tornam a via mais moderna e funcional para diferentes tipos de usuários.
A nova ligação é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico da região. Municípios como Mandirituba, São José dos Pinhais, Quitandinha, Agudos do Sul, Piên, Campo do Tenente e Rio Negro devem ser diretamente beneficiados pela melhoria no acesso e pela redução do tempo de deslocamento.
O impacto também é relevante para o setor produtivo, especialmente na agricultura e na indústria. A rodovia facilitará o escoamento da produção e ampliará a integração entre áreas rurais e centros urbanos, fortalecendo a logística regional.
Outro destaque do projeto é o potencial de desenvolvimento local. A obra atravessa áreas com vocação turística, como a Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais, que deve ganhar mais visibilidade e fluxo de visitantes com a melhoria do acesso.
A pavimentação em concreto, escolhida para a obra, tem sido adotada em outras rodovias do Paraná por sua resistência e durabilidade. Esse tipo de material reduz a necessidade de manutenção frequente e aumenta a vida útil da estrada, gerando economia a longo prazo.
Desde o início da obra, o projeto vem registrando evolução constante. Em outubro de 2025, a execução estava em cerca de 40%, passando para mais de 50% no fim do mesmo ano e agora superando os 65%, o que demonstra ritmo acelerado de avanço.
A previsão de conclusão segue mantida para agosto de 2026, caso o cronograma seja mantido sem intercorrências. Até lá, novas etapas devem ser finalizadas, incluindo acabamento, sinalização definitiva e testes operacionais.
A nova rodovia também deve contribuir para desafogar vias já saturadas da região, oferecendo uma alternativa de deslocamento para motoristas e transportadores. Isso tende a reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez do trânsito em pontos estratégicos da RMC.
Especialistas apontam que obras desse porte têm impacto direto na competitividade regional, ao reduzir custos logísticos e ampliar a eficiência no transporte. A integração entre rodovias federais e estaduais é vista como um fator-chave para o crescimento econômico.
Com mais de 65% concluída, a ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais se aproxima de sua fase final e reforça o papel da infraestrutura como motor de desenvolvimento. A expectativa é que, após a entrega, a nova rota transforme a dinâmica de mobilidade e logística na região metropolitana.






