O Ministério da Fazenda rebateu críticas sobre uma suposta interferência política na liberação de empréstimos federais solicitados pelo governo de São Paulo. Segundo a pasta, não há atraso na análise das operações de crédito. O órgão afirma que os pedidos apresentados pela gestão do governador Tarcísio de Freitas possuem pendências técnicas e documentais. Por isso, os processos ainda não foram concluídos.
Em nota oficial, o ministério comandado por Fernando Haddad informou que a avaliação dos financiamentos segue critérios estritamente técnicos. Além disso, os processos respeitam os prazos habituais adotados pelo governo federal. A pasta também destacou que não há tratamento diferenciado entre os estados. Dessa forma, todas as solicitações passam pelo mesmo procedimento.
O ministério afirmou ainda que não procede a acusação de demora ou favorecimento político na análise dos pedidos. Segundo a nota, o Tesouro Nacional atua de forma isonômica na avaliação das operações de crédito. A pasta ressaltou que as regras são aplicadas igualmente a todos os entes federativos. Assim, a análise segue parâmetros técnicos e legais.
Enquanto o debate ocorre, Fernando Haddad deve se afastar temporariamente do cargo nos próximos dias. O motivo é sua possível participação nas eleições de outubro. O ministro é apontado como um dos nomes cotados para disputar o governo de São Paulo. Caso se confirme, a eleição pode repetir a disputa entre Haddad e Tarcísio ocorrida em 2022.
De acordo com dados do Ministério da Fazenda, o volume de operações de crédito autorizadas para São Paulo aumentou nos últimos anos. Entre 2023 e 2025, foram liberados cerca de R$ 18 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O valor representa um crescimento significativo em comparação ao período de 2019 a 2022. Naquele intervalo, o país era governado por Jair Bolsonaro.
Segundo a pasta, o montante aprovado no atual governo é aproximadamente oito vezes maior do que o registrado na gestão anterior. Com base nesses números, o ministério afirma que não há indícios de retaliação política contra o estado. A avaliação é que os dados demonstram ampliação do acesso ao crédito. Assim, a liberação de recursos segue critérios administrativos.
Apesar disso, a liberação de novos financiamentos ainda depende da correção de inconsistências na documentação apresentada pelo governo paulista. Entre os problemas apontados estão a ausência de parecer jurídico e da declaração assinada pelo chefe do Executivo estadual. Também foram identificadas divergências em valores e incompatibilidade de dados orçamentários. Segundo a Fazenda, esses pontos precisam ser regularizados para que os processos avancem.




