{"id":22868,"date":"2026-02-12T19:19:31","date_gmt":"2026-02-12T22:19:31","guid":{"rendered":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/?p=22868"},"modified":"2026-02-12T19:19:31","modified_gmt":"2026-02-12T22:19:31","slug":"marise-manoel-a-mulher-que-vive-entre-o-ser-e-o-criar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/marise-manoel-a-mulher-que-vive-entre-o-ser-e-o-criar\/","title":{"rendered":"Marise Manoel, a mulher que vive entre o ser e o criar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"p1\">Nascida no m\u00eas de agosto, indo mais a fundo, no dia 26 de agosto de 1958, Marise Manoel nasceu sem saber quem seria e neste meio de vida que ainda vive, podemos dizer, de maneira que poucos entendem: se tornou quem sempre quis ser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"p1\">Se ela viveu com muitas paix\u00f5es, sua fam\u00edlia n\u00e3o foi diferente. O pai, apaixonado por pol\u00edtica, fazia do discurso uma arte cotidiana e tinha no dicion\u00e1rio seu conselheiro mais fiel; a m\u00e3e, naturalmente teatral, transformava qualquer narrativa em encena\u00e7\u00e3o. Entre falas contundentes, hist\u00f3rias dramatizadas e o conv\u00edvio com irm\u00e3os ligados \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e ao desenho, Marise aprendeu cedo que a linguagem n\u00e3o era apenas instrumento \u2014 era afeto, identidade e possibilidade de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"413\" src=\"data:image\/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAAoAAAAGdAQMAAAC4o1C4AAAAA1BMVEUAAP+KeNJXAAAAAXRSTlMAQObYZgAAAAlwSFlzAAAOxAAADsQBlSsOGwAAADdJREFUeNrtwQENAAAAwqD3T20ON6AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALgxgq0AAZFXDNUAAAAASUVORK5CYII=\" class=\"wp-image-22866 nebotheme-lazyload lazyload\" data-sizes=\"auto\" data-src=\"https:\/\/maitebrusman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6231.jpg\"><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"p1\">Ainda adolescente, nos anos 1970, as dores, medos e enfrentamentos da ditadura militar ao mesmo tempo em que alimentava a utopia de um pa\u00eds mais justo. Come\u00e7ou a trabalhar muito jovem, na \u00e1rea de recursos humanos de um banco, enquanto estudava \u00e0 noite e escrevia de madrugada. Pouco depois, deixou o emprego para lecionar durante o curso de Letras (Portugu\u00eas\/Ingl\u00eas). Atuou em escolas p\u00fablicas e privadas, em faculdades e tamb\u00e9m no Ipardes, onde trabalhou com revis\u00e3o de textos t\u00e9cnicos e pesquisa socioecon\u00f4mica, at\u00e9 se aposentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"p1\">Sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica inclui o Mestrado em Lingu\u00edstica\/An\u00e1lise do Discurso pela Unicamp, sob orienta\u00e7\u00e3o de Eni Orlandi. A disserta\u00e7\u00e3o, dedicada a um recorte da obra de Em\u00edlio de Menezes, foi publicada anos depois, consolidando seu tr\u00e2nsito entre a cr\u00edtica, a pesquisa e a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Mesmo mergulhada na vida profissional e acad\u00eamica, nunca abandonou a poesia \u2014 exercitada nas madrugadas, nos cadernos, nas conversas com outros escritores.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"678\" src=\"data:image\/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAAcQAAAKmAQMAAADpRXyQAAAAA1BMVEUAAP+KeNJXAAAAAXRSTlMAQObYZgAAAAlwSFlzAAAOxAAADsQBlSsOGwAAAD1JREFUeNrtwTEBAAAAwqD1T20LL6AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH4GmZwAAd4auvAAAAAASUVORK5CYII=\" class=\"wp-image-22865 nebotheme-lazyload lazyload\" data-sizes=\"auto\" data-src=\"https:\/\/maitebrusman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6230-1.jpg\"><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"p1\">A gloriosa d\u00e9cada de 80 marcou Marise e ela marcou o mundo! Premiada em concursos liter\u00e1rios no Paran\u00e1 e em S\u00e3o Paulo, participou de movimentos estudantis e festivais que reuniam poesia e m\u00fasica. Em 1988, conquistou o segundo lugar no Festival de M\u00fasica Brasileira do Estado de S\u00e3o Paulo, realizado na Unicamp, com o poema \u201cPerfil de Sal\u201d, musicado por Mauro Marcondes. Publicou seus primeiros livros individuais, Galo sem Turno (1980) e Perfil de Sal (1983), e integrou colet\u00e2neas ao lado de nomes consagrados da poesia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"p1\">Press\u00f5es externas ou as famosas \u201cmetas editoriais\u201d n\u00e3o est\u00e3o nem pertos de intimidar Marise. Ela publica quando sente! Foi assim em 2022, ap\u00f3s os sentimentos conflituosos da pandemia, reuniu poemas antigos e in\u00e9ditos no livro Mund\u00e9us \u2013 poemas escolhidos. O lan\u00e7amento, em Curitiba, tornou-se um encontro afetivo entre amigos, leitores e companheiros de trajet\u00f3ria, celebrando a perman\u00eancia da arte em tempos dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"p1\">Hoje, distante de grupos fixos, mas ativa nas redes e em encontros liter\u00e1rios, Marise segue lendo, escrevendo e dialogando com novas gera\u00e7\u00f5es de poetas. Em constante reinven\u00e7\u00e3o, deseja experimentar outras possibilidades de linguagem, tensionar a pr\u00f3pria dic\u00e7\u00e3o e explorar novas formas de constru\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Entre o mar e a cidade, entre a doc\u00eancia e a cria\u00e7\u00e3o, sua trajet\u00f3ria revela uma autora que entende a poesia como exerc\u00edcio de liberdade, uma forma de atravessar o tempo sem jamais perder a inquieta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida no m\u00eas de agosto, indo mais a fundo, no dia 26 de agosto de 1958, Marise Manoel nasceu sem saber quem seria e neste meio de vida que ainda vive, podemos dizer, de maneira que poucos entendem: se tornou quem sempre quis ser. Se ela viveu com muitas paix\u00f5es, sua fam\u00edlia n\u00e3o foi diferente. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":22867,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[118,111],"tags":[916,1619],"class_list":["post-22868","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-revista-maite-brusman","tag-literatura","tag-revista-maite-brusman"],"wps_subtitle":"","rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"landscape":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"portraits":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"thumbnail":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"1536x1536":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"2048x2048":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"ultp_layout_landscape_large":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"ultp_layout_landscape":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"ultp_layout_portrait":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-600x450.png",600,450,true],"ultp_layout_square":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-600x450.png",600,450,true],"yaffo-small-square":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-90x90.png",90,90,true],"yaffo-grid":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-580x420.png",580,420,true],"yaffo-square":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-580x450.png",580,450,true],"yaffo-medium":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"yaffo-content-width":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232.png",799,450,false],"woocommerce_thumbnail":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-600x450.png",600,450,true],"woocommerce_single":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-600x338.png",600,338,true],"woocommerce_gallery_thumbnail":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-150x150.png",150,150,true],"shop_catalog":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-600x450.png",600,450,true],"shop_single":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-600x338.png",600,338,true],"shop_thumbnail":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-150x150.png",150,150,true],"audioigniter_cover":["https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_6232-560x450.png",560,450,true]},"rttpg_author":{"display_name":"Da Reda\u00e7\u00e3o Mait\u00ea Brusman","author_link":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/author\/jamile-carvalho\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/category\/revista-maite-brusman\/cultura\/\" rel=\"category tag\">Cultura<\/a> <a href=\"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/category\/revista-maite-brusman\/\" rel=\"category tag\">Revista Mait\u00ea Brusman<\/a>","rttpg_excerpt":"Nascida no m\u00eas de agosto, indo mais a fundo, no dia 26 de agosto de 1958, Marise Manoel nasceu sem saber quem seria e neste meio de vida que ainda vive, podemos dizer, de maneira que poucos entendem: se tornou quem sempre quis ser. Se ela viveu com muitas paix\u00f5es, sua fam\u00edlia n\u00e3o foi diferente.&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22868"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22868\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22869,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22868\/revisions\/22869"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}