{"id":16161,"date":"2024-06-17T16:00:25","date_gmt":"2024-06-17T19:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/?p=16161"},"modified":"2024-06-18T11:06:51","modified_gmt":"2024-06-18T14:06:51","slug":"exposicao-calder-miro-traz-mais-de-150-obras-e-ocupa-dois-andares-do-instituto-tomie-ohtake","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maitebrusman.com.br\/mb\/exposicao-calder-miro-traz-mais-de-150-obras-e-ocupa-dois-andares-do-instituto-tomie-ohtake\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o Calder + Mir\u00f3 traz mais de 150 obras e ocupa dois andares do Instituto Tomie Ohtake"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<p><strong>Minist\u00e9rio da Cultura, Bradesco <\/strong>e<strong> Instituto Tomie Ohtake<\/strong>apresentam a exposi\u00e7\u00e3o <strong><em>Calder + Mir\u00f3<\/em><\/strong>, que evidencia a liga\u00e7\u00e3o entre os trabalhos do escultor norte-americano <strong>Alexander Calder<\/strong>(1898-1976) e do espanhol\u00a0<strong>Joan Mir\u00f3<\/strong> (1893-1983), assim como os desdobramentos dessa amizade na cena art\u00edstica brasileira. A presente exposi\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 esteve em cartaz no Instituto Casa Roberto Marinho, no Rio de Janeiro, em 2022, chega a S\u00e3o Paulo com novidades. Com curadoria de <strong>Max Perlingeiro<\/strong>, acompanhado pelas pesquisas de <strong>Paulo Ven\u00e2ncio Filho<\/strong>, <strong>Roberta Saraiva<\/strong> e <strong>Val\u00e9ria Lamego<\/strong>, a mostra traz\u00a0 cerca de 150 pe\u00e7as \u2013 entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, m\u00f3biles, stabiles, maquetes, edi\u00e7\u00f5es, fotografias e j\u00f3ias. Ao conjunto originalmente exibido na exposi\u00e7\u00e3o carioca, soma-se uma obra monumental de Calder, al\u00e9m de trabalhos de <strong>Tomie Ohtake<\/strong> entre a sele\u00e7\u00e3o de artistas nacionais. A exposi\u00e7\u00e3o conta com o patroc\u00ednio do <strong>Bradesco<\/strong> na Cota Apresenta, <strong>Ach\u00e9 Laborat\u00f3rios<\/strong> e <strong>Dasa<\/strong> com Patroc\u00ednio Institucional, <strong>Embaixada e Consulados da Espanha no Brasil<\/strong> e <strong>Iguatemi<\/strong> na Cota Apoio, atrav\u00e9s do <strong>Minist\u00e9rio da Cultura<\/strong>, via Lei de Incentivo \u00e0 Cultura e Governo Federal Uni\u00e3o e Reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocupando quase todos os espa\u00e7os expositivos do Instituto Tomie Ohtake, a mostra contempla a amizade entre um dos principais escultores modernos e um dos mais famosos pintores surrealistas. De origens distintas \u2013 Calder era norte-americano e Mir\u00f3 espanhol \u2013 os dois desenvolveram uma not\u00e1vel amizade iniciada em 1928, quando ambos viviam em Paris. A rela\u00e7\u00e3o permaneceu profunda at\u00e9 a morte do escultor, em 1976. \u201cHistoricamente, a liga\u00e7\u00e3o entre os dois artistas foi objeto de estudo de pesquisadores, com resultados surpreendentes, embora romanceada na maioria das vezes, e, ao longo de d\u00e9cadas, realizaram-se in\u00fameras mostras e publica\u00e7\u00f5es. \u00c9 o que chamo de &#8216;a est\u00e9tica de uma amizade&#8217; &#8220;, observa Perlingeiro.<\/p>\n<p>De maneira livre e espont\u00e2nea, Mir\u00f3 combinava formas org\u00e2nicas, cores vibrantes e s\u00edmbolos enigm\u00e1ticos, criando uma atmosfera \u00fanica e intrigante. Esses elementos muito presentes em suas obras, tamb\u00e9m aparecem no trabalho de Calder, estabelecendo uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre ambas as produ\u00e7\u00f5es e, por consequ\u00eancia, uma das grandes contribui\u00e7\u00f5es para a abstra\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo 20. Articulados em pontos de equil\u00edbrio est\u00e1vel, os m\u00f3biles de Calder s\u00e3o objetos que fazem um movimento sutil provocado pela passagem de ar. J\u00e1 os <em>stabiles<\/em> s\u00e3o esculturas sempre apoiadas no ch\u00e3o. Feitas com o intuito de serem grandiosas e din\u00e2micas, grande parte das obras p\u00fablicas do artista s\u00e3o <em>stabiles<\/em> espalhadas por diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>No Brasil, as obras destes artistas apresentam importantes desdobramentos nos debates est\u00e9ticos e produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que, a partir da d\u00e9cada de 1940,\u00a0 passaram a pautar a abstra\u00e7\u00e3o de maneira mais enf\u00e1tica. A relev\u00e2ncia das contribui\u00e7\u00f5es de Calder e Mir\u00f3 no contexto nacional se mostra, ainda, na larga presen\u00e7a de seus trabalhos em cole\u00e7\u00f5es brasileiras \u2014 para esta exposi\u00e7\u00e3o, todas as obras apresentadas s\u00e3o provenientes de cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas do Brasil.<\/p>\n<p>\u00c0 frente do n\u00facleo de artistas brasileiros apresentado na mostra, <strong>Paulo Venancio Filho<\/strong> selecionou trabalhos de nomes consagrados e influenciados direta ou indiretamente pelas produ\u00e7\u00f5es de Calder e Mir\u00f3, como <strong>Abraham Palatnik; Alu\u00edsio Carv\u00e3o; Antonio Bandeira; Arthur Luiz Piza; Franz Weissmann; H\u00e9lio Oiticica; Ione Saldanha; Ivan Serpa; Mary Vieira; Milton Dacosta; Mira Schendel; Oscar Niemeyer; S\u00e9rvulo Esmeraldo; Tomie Ohtake<\/strong> e <strong>Waldemar Cordeiro<\/strong>. Como afirma Ven\u00e2ncio Filho: \u201c Em ambos, Calder e Mir\u00f3, a abstra\u00e7\u00e3o n\u00e3o obedecia a um programa pr\u00e9-determinado. Estava, antes, fundada na intui\u00e7\u00e3o e na imagina\u00e7\u00e3o e, portanto, aberta ao inst\u00e1vel, ao acaso, ao indeterminado \u2014 algumas das caracter\u00edsticas que, n\u00e3o por acaso, vamos encontrar no construtivismo brasileiro a partir dos anos 1950 e que v\u00e3o estabelecer nossa contribui\u00e7\u00e3o original \u00e0 arte abstrata, particularmente na rela\u00e7\u00e3o entre forma e cor.\u201d, comenta o curador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vi\u00fava Negra (Black Widow)<\/strong><\/p>\n<p>Emprestada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil \u2013 S\u00e3o Paulo (IAB-SP) especialmente para a exposi\u00e7\u00e3o paulistana, a obra <strong><em>Vi\u00fava Negra (Black Widow)<\/em><\/strong>, com 3,5 metros de altura e 2 metros de largura, ter\u00e1 uma sala exclusiva. A escultura foi restaurada em 2015 pela Calder Foundation, New York, por ocasi\u00e3o de uma retrospectiva do artista na Tate Modern, em Londres. Criada em 1948, a obra foi exposta no Brasil duas vezes neste mesmo ano. J\u00e1 em 1954, foi doada pelo artista ao IAB\/SP, em agradecimento ao apoio na realiza\u00e7\u00e3o das exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A rela\u00e7\u00e3o com o Brasil<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Calder visitou o Brasil pela primeira vez em 1948, quando foram realizadas exposi\u00e7\u00f5es individuais no Rio de Janeiro (no atual Edif\u00edcio Gustavo Capanema) e em S\u00e3o Paulo (MASP).\u00a0 Intermediada pelos arquitetos Henrique Mindlin (1911\u20131971) e Rino Levi (1901\u20131965), a correspond\u00eancia entre Calder e Pietro Maria Bardi (1900\u20131999), ent\u00e3o diretor do MASP, registrou o interesse deste museu em receber os trabalhos do artista, que naquela \u00e9poca j\u00e1 era uma refer\u00eancia central para a escultura moderna. Para Bardi, a mostra seria o encontro das \u201cequa\u00e7\u00f5es de cor, forma e equil\u00edbrio\u201d de Calder no pa\u00eds em que \u201co bal\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o, de cores e formas as mais curiosas, constitui um anseio abstracionista\u201d.<\/p>\n<p>No contexto de suas primeiras mostras no Brasil, a cr\u00edtica nacional j\u00e1 considerava Calder o \u201carquiteto das formas m\u00f3veis\u201d, e as no\u00e7\u00f5es de movimento, forma e ritmo presentes em sua obra permearam o pensamento de toda uma gera\u00e7\u00e3o de arquitetos brasileiros. O artista voltaria ao pa\u00eds mais duas vezes, estabelecendo amizade com artistas, cr\u00edticos e arquitetos brasileiros. M\u00e1rio Pedrosa (1900-1981), com quem manteve uma rela\u00e7\u00e3o mais duradoura, foi um dos cr\u00edticos que mais escreveu sobre o escultor.<\/p>\n<p>J\u00e1 Mir\u00f3, mesmo sem nunca ter visitado o Brasil, estabeleceu v\u00ednculo com o pa\u00eds desde que conheceu e tornou-se amigo do poeta pernambucano Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto (1920-1999), que chegou a Barcelona em 1947 para servir como vice-c\u00f4nsul. A rela\u00e7\u00e3o do artista espanhol com este e outros poetas ganha destaque na exposi\u00e7\u00e3o. Uma das salas conta com vitrines e monitores com vers\u00e3o animada de seis obras gr\u00e1ficas de Mir\u00f3, quatro das quais em colabora\u00e7\u00e3o com poetas, como o romeno Tristan Tzara (1896-1963), os franceses Ren\u00e9 Crevel (1900-1935) e Robert Desnos (1900-1945), al\u00e9m do autor pernambucano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>Acompanhando todo o per\u00edodo expositivo de <em>Calder+Mir\u00f3<\/em>, o Instituto Tomie Ohtake oferece uma <strong>programa\u00e7\u00e3o p\u00fablica inteiramente gratuita e destinada a p\u00fablicos diversos<\/strong>. Instigadas pelas obras e pelos processos criativos dos artistas, as diferentes atividades incluir\u00e3o ativa\u00e7\u00f5es, oficinas pr\u00e1ticas \u2013 como de <strong>desenho de observa\u00e7\u00e3o em movimento<\/strong> \u2013, uma programa\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sonora das obras, bem como cursos e rodas de conversa que exploram temas como a rela\u00e7\u00e3o entre vanguarda brasileira e a abstra\u00e7\u00e3o &#8211; incluindo um curso de dois dias sobre arte abstrata no Brasil, o encontro entre arquitetura e artes visuais no Brasil, e a produ\u00e7\u00e3o de artistas contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>Ainda, o Instituto promover\u00e1 uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es voltadas especialmente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, oferecendo uma <strong>programa\u00e7\u00e3o de abertura para professores da rede p\u00fablica<\/strong>, um ciclo de conversas que discutir\u00e1 a intersec\u00e7\u00e3o entre arte e educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m das visitas mediadas e visitas ateli\u00eas oferecidas \u00e0 escolas e outras institui\u00e7\u00f5es. <strong>As datas da programa\u00e7\u00e3o p\u00fablica ser\u00e3o divulgadas nas semanas pr\u00e9-abertura da exposi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do site e das redes sociais do Instituto.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Calder + Mir\u00f3<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Curadoria: Max Perlingeiro<\/p>\n<p>Abertura: <span dir=\"ltr\">20 de junho, \u00e0s 19h<\/span> (convidados)<\/p>\n<p>Em cartaz at\u00e9 <span dir=\"ltr\">15 de setembro de 2024<\/span><\/p>\n<p>De ter\u00e7a a domingo, das 11h <span dir=\"ltr\">\u00e0s 19h<\/span> \u2013 entrada franca<\/p>\n<p>Imagens de divulga\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1ry1n7GydWNJetINjp1sSCQVM9cR1Ln6O?usp=sharing\" data-linkindex=\"2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a> &#8211; Leia as <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1BfHlgb8rJuP86qXVcqegng0m92Yuv3Zl\/view?usp=drive_link\" data-linkindex=\"3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>orienta\u00e7\u00f5es de uso<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Instituto Tomie Ohtake<\/strong><\/p>\n<p><span dir=\"ltr\">Av. Faria Lima 201<\/span> (Entrada pela <span dir=\"ltr\">Rua Corop\u00e9, 88<\/span>) &#8211; Pinheiros SP<\/p>\n<p>Metr\u00f4 mais pr\u00f3ximo &#8211; Esta\u00e7\u00e3o Faria Lima\/Linha 4 \u2013 amarela<\/p>\n<p>Fone:\u00a0<span dir=\"ltr\">11 2245 1900<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Site:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.institutotomieohtake.org.br\/\" data-linkindex=\"4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">institutotomieohtake.org.br<\/a><\/p>\n<p><strong>Facebook:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/inst.tomie.ohtake\" data-linkindex=\"5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">facebook.com\/inst.tomie.ohtake<\/a><\/p>\n<p><strong>Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/institutotomieohtake\/\" data-linkindex=\"6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@institutotomieohtake<\/a><\/p>\n<p><strong>Youtube: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/@tomieohtake\" data-linkindex=\"7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.youtube.com\/@tomieohtake<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Martim Pelisson<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minist\u00e9rio da Cultura, Bradesco e Instituto Tomie Ohtakeapresentam a exposi\u00e7\u00e3o Calder + Mir\u00f3, que evidencia a liga\u00e7\u00e3o entre os trabalhos do escultor norte-americano Alexander Calder(1898-1976) e do espanhol\u00a0Joan Mir\u00f3 (1893-1983), assim como os desdobramentos dessa amizade na cena art\u00edstica brasileira. 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